
Vinte e quatro páginas de alerta sobre os malefícios que são originados pelo consumo de bebidas alcoólicas na infância e na adolescência. Com enredo ilustrado, a cartilha, ou gibi “Super Júlia na Escola – Álcool na Infância e Adolescência” foi lançada nesta segunda-feira, 10 de dezembro. A iniciativa é da Subseção de Chapecó da OAB, através da Comissão da Mulher Advogada, e tem o apoio da Caixa de Assistência dos Advogados (Caasc), da prefeitura de Chapecó, através da Secretaria Municipal da Saúde, e da Unochapecó, por meio do curso de Direito.
No lançamento, foram feitas manifestações por autoridades e representantes das quatro instituições envolvidas, entre eles o presidente da OAB Chapecó. Para Ortenilo Azzolini, a obra é extraordinária, faz parte da educação e precisa ser valorizada por todos os órgãos que atuam com as famílias, porque o álcool é a grande entrada para outras drogas. “É um perigo que precisa ser eliminado a partir da família e da escola e a prevenção e tratamento também é um caso de direitos humanos”, afirmou. A coordenadora da Caasc na região, Patrícia Vasconcellos de Azevedo, lembrou o início da construção da cartilha em sua gestão como presidente da subseção da OAB (2013/2015) e disse que “representa um projeto de muito valor para as escolas e os estudantes”.
A transformação para uma sociedade melhor, com ações direcionadas às crianças e adolescentes, foi um dos fatores destacados quanto à publicação, pela presidente da Comissão da Mulher Advogada, Marilei Martins de Quadros. Já a coordenadora do curso de Direito da Unochapecó, Andrea Marocco, enfatizou que a maioria dos casos de conflitos familiares se origina do consumo excessivo de álcool: “É uma questão de saúde e também de custos para o Estado em função das consequências que gera”.
Consumo precoce e consequências
Em nome do prefeito Luciano Buligon, a secretária Municipal de Assistência Social, Ulda Baldissera, salientou a relevância da nova cartilha de alerta contra o alcoolismo, especialmente porque o consumo precoce muitas vezes inicia com os próprios pais, ou com os amigos. Enfatizou que divulgar o conteúdo é uma medida protetiva dentro da família e que “a criança precisa estar informada dos direitos, mas também dos riscos”. O papel das famílias na prevenção ao consumo de bebidas alcoólicas também foi citado pelo delegado Regional de Polícia, Wagner Meirelles. Para ele, é necessário preservar a condição de abraçar os filhos e atuar para a redução dos índices de violência, também elevados pelo alcoolismo.
O enredo da cartilha se desenrola em uma festa de 15 anos e tem como base uma situação real que traduz as consequências do alcoolismo na vida das crianças e adolescentes. Para conscientizar e alertar os pais, educadores e autoridades, a trama revela a tendência do início do consumo de bebidas alcoólicas em casa ou com amigos, em decorrência de fatores individuais e do ambiente familiar desestruturado.
Ao explicarem a história construída e ilustrada na cartilha, as autoras Edelcira Rosa da Silva, Marilei Martins de Quadros e Sandra Lúcia Fagundes indicaram a necessidade de “mostrar as consequências das drogas licitas e ilícitas”. Também sugeriram, em vista do envolvimento precoce, a urgência de medidas oficiais para intensificar a fiscalização da legislação que proíbe a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos.
Jornalismo Rádio Efapi com informações da Extra Comunicação.









